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/ Departamento de Artes & Design Aluno: Frederico Vieira Um Bairro de contrastes A história diz que os índios Tamoios foram os primeiros a descobrir o lugarejo. Depois vieram os jesuítas, a família Real, as indústrias, os nordestinos... já foi o segundo parque industrial do país, respondendo por quase metade da arrecadação tributária do município. Na década de 50, o incentivo fiscal foi cortado e as indústrias fechando. Atualmente predomina o comércio varejista e atacadista. Famoso pelas peças de automóveis, pela feira do campo de São Cristóvão e pela Quinta da Boa Vista. |
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O Bairro em números População residente: 38.334 jornal "O Dia", 20 de janeiro de 2003. A Rua São Luiz Gonzaga A Rua São Luiz Gonzaga é a mais movimentada do bairro de São Cristóvão. Atravessa todo o bairro, dá acesso à avenida Brasil e às linhas Vermelha e Amarela, proporcionando um grande fluxo de pessoas, principalmente nos horários de “rush”. A atividade do comércio, essencialmente varejista e popular, molda suas características visuais e confere uma peculiaridade ao trecho entre a praça de São Cristóvão e o largo da cancela, onde o convívio do histórico e do “moderno” é tão singular.
Assim, a rua tem como característica principal, o excesso nas informações. Cada espaço é disputado e ocupado indiscriminadamente. Onde o olho alcança existe uma placa, um letreiro, um cartaz, ou todos juntos. Um grito desesperado de cada comerciante no intuito de chamar a atenção de um público tão variado e errante. A confusão fica completa com os fios e postes amontoados em toda a sua extensão, resultado do descaso da administração pública ante o avanço tecnológico.
Tamanha a força dessa linguagem, o Boticário, rede que tem identidade definida, conceitual e sistemática, utilizou-a de forma conceitual, em excelência na realização, simulando os cartazes feitos à mão de forma padronizada. fonte caligráfica de boa legibilidade em verde, cor institucional, e texto centralizado. Os cartazes foram colados propositalmente com durex de forma a parecer um pouco confuso, mas sem prejudicar a visibilidade dos produtos expostos na vitrine. O termo identidade visual foi substituído pelo conceito de identificação. A sobrevivência de muitas das lojas, não depende de uma diferenciação entre as concorrentes, mas da identificação do negócio e da exposição do tipo de serviços e mercadorias que oferecem. Nesse enfoque, as marcas e propagandas dos produtos são os principais elementos identificadores. Não há uma preocupação com a harmonia ou relação das informações expostas, apenas a necessidade de passá-las. Os cartazes feitos à mão convivem pacificamente com os impressos de multinacionais consagradas. Outro fator marcante é a interferência não projetada de elementos temporários nas vitrines e interiores das lojas. Na maioria, os preços são afixados em etiquetas feitas a mão, ou compradas em lojas de material de sinalização, diferindo totalmente dos demais elementos, sem nenhuma preocupação formal, apenas com a visibilidade. A própria disposição dos produtos nas vitrines agrava o excesso de informação. No interior das lojas, a sinalização tem aspecto temporário. No lugar de placas ou ideogramas, folhas brancas escritas à mão com hidrocor, mal recortadas e presas com "durex" aparente. Em outras lojas, a sinalização é feita em computador, mas carrega o mesmo aspecto primário da sinalização feita à mão, geralmente em preto e branco, sem nenhum cuidado com o tipo de letra, diagramação ou com o local de fixação do informativo.
Bibliografia O Rio de Janeiro de Pereira Passos Acervo do Arquivo Geral da Cidade Sintaxe da Linguagem Visual http://www.sao-cristovao.com - site da Associação Comercial de São Cristóvão http://www.rio.rj.gov.br/fpj/quinta.htm - site da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro http://odia.ig.com.br/odia/sites/diacombairro/saocristovao.htm - Jornal "O Dia" on-line |